Quando o atendimento sai do site e vai para o WhatsApp, os dados do cliente também saem do ambiente controlado do site e passam a viver em conversas de celular. Isso não torna o WhatsApp inadequado para atendimento — é um canal amplamente usado por empresas de todos os tamanhos — mas exige atenção redobrada com boas práticas de proteção de dados, já que a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) se aplica a qualquer tratamento de dados pessoais, independente do canal.
Este texto não substitui orientação jurídica especializada, mas reúne cuidados práticos e razoáveis para quem atende clientes por WhatsApp no dia a dia.
Que tipo de dado circula numa conversa de WhatsApp
- Nome, telefone e, às vezes, endereço completo do cliente.
- Documentos como CPF, enviados para emissão de nota fiscal ou contrato.
- Comprovantes de pagamento, que podem conter dados bancários.
- Fotos ou informações sobre a própria demanda do cliente, dependendo do ramo do negócio.
Boas práticas para reduzir risco
Evitar pedir mais dados do que o necessário para aquele atendimento específico já reduz boa parte do risco. Se não é preciso ver o CPF completo para responder uma dúvida simples, não vale a pena solicitar. Vale também orientar a equipe a não encaminhar prints de conversas com dados de clientes para grupos ou pessoas fora do atendimento, e a apagar comprovantes e documentos sensíveis do celular assim que o processo que os exigiu for concluído, mantendo apenas o necessário nos sistemas apropriados da empresa (como o financeiro, quando for o caso).
Cuidados com o aparelho e o acesso
Como o WhatsApp Business normalmente fica instalado em um celular físico, a segurança desse aparelho importa tanto quanto a segurança do site. Usar senha ou biometria no celular, ativar a verificação em duas etapas do próprio WhatsApp, e ter uma política clara sobre o que fazer se o aparelho for perdido ou roubado (como avisar a equipe imediatamente) são medidas simples que evitam que uma situação comum — perder o celular — vire um incidente de vazamento de dados.
Transparência com o cliente
A LGPD também trata do direito de o titular saber como seus dados são usados. Vale ter clareza sobre por quanto tempo as conversas de WhatsApp com clientes são mantidas, e ter um processo simples para responder se um cliente pedir a exclusão dos próprios dados. Não é preciso burocratizar o atendimento por WhatsApp para estar em conformidade — o essencial é tratar os dados recebidos ali com o mesmo cuidado que se teria com qualquer outro canal da empresa.
Um cuidado a mais quando a equipe cresce
Conforme mais pessoas passam a ter acesso ao WhatsApp da empresa, seja por trabalhar no mesmo número via WhatsApp Web ou por revezar o celular físico, vale formalizar um combinado simples: quem pode ver quais conversas, o que fazer ao encerrar um atendimento, e como agir caso perceba um uso indevido de dados de cliente por parte de outro colega. Esse tipo de orientação não precisa ser um documento jurídico extenso — um combinado curto e claro, revisado sempre que a equipe muda, já reduz boa parte do risco de exposição desnecessária de dados pessoais.
Pronto pra colocar o WhatsApp Flutuante pra trabalhar?
Crie sua conta na VEANET Plataforma e comece a usar o WhatsApp Flutuante em poucos minutos.
Quero o WhatsApp Flutuante →