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"Ao continuar navegando você concorda": por que esse aviso não protege sua empresa

É provavelmente a frase mais copiada de rodapé de site no Brasil. E é também um dos exemplos mais claros do que a LGPD não considera consentimento válido.

O problema é o "continuar navegando"

Consentimento, pela LGPD, precisa ser uma manifestação livre, informada e inequívoca de vontade. O ato de simplesmente continuar em uma página — coisa que a pessoa faria de qualquer forma, mesmo sem ler o aviso — não é uma ação afirmativa. Não existe escolha real sendo feita ali, porque não existe uma alternativa clara e visível de recusar antes que os cookies já tenham carregado.

Por que tantos sites ainda usam esse texto

Porque ele "resolve" visualmente o problema: o aviso aparece, o visitante ignora, o aviso some (ou nem é clicável) e a navegação segue. Do ponto de vista de experiência, parece suficiente. Do ponto de vista legal, é o oposto de um banner funcional, como o que descrevemos em como funciona um banner de consentimento de verdade.

O que colocar no lugar

  • Bloqueio dos cookies não essenciais até uma ação explícita do visitante.
  • Botões claros de "aceitar", "rejeitar" e "personalizar" — não apenas um "ok" disfarçado de aviso.
  • Link para a Política de Cookies detalhando o que cada categoria faz.
  • Registro de quando e o que foi consentido, para eventual comprovação.

Trocar esse texto por um banner funcional não é só sobre "ficar mais bonito" — é sobre transformar um ponto de risco jurídico real em algo que efetivamente comprova conformidade.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um profissional jurídico especializado em proteção de dados.

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